ARTE · 11/04/2026
Estudante de Jornalismo da UCB Transforma Exposição de Hemerson Joca em Pauta Acadêmica
Ao transformar a exposição “Do Analógico ao Digital” em pauta para a disciplina de rádio, Nathalie França, aluna do 5º semestre da Universidade Católica de Brasília, encontrou no próprio ambiente universitário uma história que conecta arte, cultura, comunicação e formação crítica.
GLuca
Por Miriam Barbosa.
A exposição “Do Analógico ao Digital”, do artista Hemerson Joca, ultrapassou os limites do espaço expositivo e passou a ocupar também o campo da produção acadêmica dentro da Universidade Católica de Brasília. A mostra, marcada por diferentes linguagens, suportes e experimentações visuais, tornou-se pauta para a estudante de jornalismo Nathalie França, de 20 anos, aluna do 5º período da instituição.
Ao escolher a exposição como tema para uma produção da disciplina de rádio, Nathalie revelou não apenas interesse pela arte, mas também sensibilidade jornalística ao reconhecer, dentro do próprio ambiente universitário, uma pauta relevante, acessível e conectada à comunidade acadêmica. Em vez de buscar temas distantes, a estudante encontrou na universidade um espaço vivo de informação, cultura e produção de conhecimento.
A escolha também demonstra maturidade profissional. Em tempos de excesso de informação e busca constante por pautas externas, Nathalie voltou o olhar para aquilo que acontecia ao seu redor e percebeu que a universidade, além de formar profissionais, também produz encontros, experiências e narrativas capazes de gerar reflexão e interesse público.
Durante o trabalho, Nathalie entrevistou o artista Hemerson Joca, cuja trajetória é marcada por décadas de pesquisa em técnicas híbridas, colagem, serigrafia, pintura, materiais alternativos e experimentações entre o analógico e o digital. A estudante também ouviu Rejaine Pereira, servidora da universidade e peça importante na captação de artistas, montagem e organização da exposição.
Mais do que uma função técnica, Rejaine exerce um papel de mediação cultural dentro da Universidade Católica de Brasília. Ex-estudante de Educação Física da instituição e atualmente assistente da biblioteca, ela atua no planejamento do espaço expositivo, na disposição das obras e na construção de uma experiência acessível ao público, aproximando arte, informação e comunidade.

Em entrevista ao Tribuna Livre Goiás, Nathalie explicou que sua primeira motivação foi buscar um tema que estivesse inserido no próprio cotidiano universitário.
“Quando o professor solicitou o trabalho, meu primeiro pensamento foi buscar algo dentro da universidade, porque seria mais fácil o acesso à informação. Também porque eu gosto de assuntos culturais e de arte. Sempre venho ver as exposições como forma de conhecimento”, afirmou.
Ao falar sobre os desafios de transformar uma experiência visual em uma narrativa radiofônica, a estudante destacou a responsabilidade de trabalhar com vozes, entrevistas e construção de sonoridade.
“Esse é o primeiro projeto que estamos fazendo. O maior desafio foi porque eu estava acostumada apenas a escrever do meu jeito. Com o áudio, existe uma responsabilidade maior, porque agora a notícia é dada também pelo entrevistado”, disse.
Para Nathalie, a presença de exposições e eventos culturais dentro das universidades cumpre uma função que vai além da formação acadêmica. Segundo ela, a universidade é um espaço aberto à comunidade e deve oferecer acesso gratuito à cultura, especialmente para moradores do entorno e pessoas de diferentes regiões da cidade.
“A universidade presta serviços para a comunidade, não é um espaço isolado apenas para os estudantes. Muitas pessoas circulam por aqui e podem ter acesso à cultura e às obras de arte de forma gratuita. Isso é muito importante”, ressaltou.
A experiência também ampliou o olhar da estudante sobre o papel do jornalismo na valorização da cultura e da identidade.
“Para mim, é muito importante colocar em prática o que aprendi em sala de aula e ampliar meu olhar em relação à cultura e à arte. Creio que o jornalismo é de suma importância porque é a forma de dar voz aos artistas e divulgar seus trabalhos”, afirmou.
Ao transformar a exposição em pauta, Nathalie França evidencia que o jornalismo universitário não nasce apenas da técnica, mas também da observação, da curiosidade e da capacidade de enxergar histórias relevantes nos espaços mais próximos. Sua iniciativa reforça a importância de valorizar a produção cultural dentro das universidades e mostra que a arte, quando encontra o jornalismo, amplia seu alcance, ganha novas interpretações e fortalece seu papel social.
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